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Beladona
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Mensagem Enviada: Dom Ago 25, 2019 21:24     Assunto : António Ferreira Responder com Citação
 
Trago hoje o escritor António Ferreira que nasceu em Lisboa em 1528 e morreu em Lisboa a 29 de Novembro de 1569.

in diversas fontes da net.

António Ferreira foi um escritor e humanista português. É considerado um dos maiores poetas do classicismo renascentista de língua portuguesa, conhecido como "o Horácio português".

Era filho de Martim Ferreira, escrivão da Fazenda de D. Jorge de Lencastre, Duque de Coimbra, e de Mexia Fróis Varela. Na sua educação, conviveu com os filhos do Duque e com pessoas de grande relevância nobiliárquica, administrativa e literária.

Frequentou o curso de Humanidades e Leis na Universidade de Coimbra, onde se doutorou em Cânones. Foi temporariamente professor na mesma Universidade.

A frequência da Universidade ocorreu no período áureo do Humanismo Bordalês, em que pontificaram nomes como os Gouveia (André, Marcial, Diogo Júlio), Diogo de Teive, João da Costa, António Mendes, Jorge Buchanan, Arnaldo Fabrício, Guilherme de Guérente, Nicolau Grouchy e Elias Vinet.

Parece ter-se enamorado, em Coimbra, de uma senhora de família nobre, de apelido Serra, que evoca veladamente em algumas das suas poesias.

Desposou em 1556, D. Maria Pimentel, senhora de Torres Novas, que veio a falecer no terceiro ano do casamento.

Desposou em segundas núpcias em 1564, D. Maria Leite, natural de Lamas de Orelhão no concelho de Mirandela, local onde recolheu as informações para a sua "História de Santa Comba dos Valles", sobre a Lenda de Santa Comba dos Vales.

Em 1567, foi nomeado desembargador do Tribunal da Relação de Lisboa.

Faleceu na mesma cidade, vítima de peste, deixando dois filhos.

Como discípulo mais destacado do poeta Sá de Miranda, destacou-se na elegia, na epístola, nas odes e no teatro.

O seu filho, Miguel Leite Ferreira, publicou postumamente os seus poemas sob o título de Poemas lusitanos em Lisboa (1598) e as suas comédias apareceram em 1621 junto com as de Francisco Sá de Miranda.

A sua obra mais conhecida é uma tragédia, "A Castro" ou "Tragédia de Inês de Castro", de inspiração clássica em cinco actos, na qual aparece um coro grego, tendo sido escrita em verso polimétrico. O tema, os amores do príncipe D. Pedro de Portugal pela nobre D. Inês de Castro e o assassinato desta em 1355 por razão de estado, por ordem do pai do príncipe, o rei D. Afonso IV de Portugal, será depois, um dos mais tratados pelos dramaturgos europeus. Esta tragédia só foi impressa em 1587.

Muita da sua obra está incluída na colecção "Poemas Lusitanos", espécie de colectânea da "obra completa".

Foi ainda, autor de "História de Santa Comba dos Vales", primeiro registo da lenda de Santa Comba dos Vales.
Leonor Especial


 
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