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Beladona
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Mensagem Enviada: Qua Set 04, 2019 21:11     Assunto : O académico Moisés Bensabat Amzalak Responder com Citação
 
Trago hoje o escritor e académico Moisés (ou Moses) Bensabat Amzalak que foi um judeu e alfacinha de gema, nasceu e morreu em Lisboa (nasceu a 4 de Outubro de 1892 e morreu a 6 de Junho 1978) foi professor universitário de economia, com obras sobre temas navais, e um estudioso da presença judaica na Península Ibérica, em particular em Portugal.

in diversas fontes da net.

Autor prolifero, publicou mais de 300 títulos, publicou vários livros sobre matérias tão diversas como matéria comercial, história económica (portuguesa e brasileira), economia, história judaico-portuguesa. Considerado um dos maiores economistas portugueses de sempre, cuja obra ainda está por descobrir, sendo premente a compilação de todos os seus textos, das suas obras completas, para ser conhecida pela comunidade científica e pelo grande público.

As suas boas relações com o Regime do Estado Novo e a sua amizade com Salazar foram instrumentais na tolerância que Lisboa teve com o acolhimento dos refugiados judeus das perseguições nazis e a instalação em Portugal de ramificações das agências de apoio a esses mesmos refugiados. Entre muitas outras operações, merece destaque a operação extremamente valiosa, activamente humanitária e de repercussão política -, de negociações, acolhimento e recepção dos milhares de fugitivos da segunda guerra mundial em colaboração com o Professor Leite Pinto, Administrador-delegado da Companhia de Caminhos de Ferro da Beira Alta. Nessa altura foram organizados dezenas de comboios, "Os comboios do Volfrâmio" cheios de refugiados com origem em Berlim e outras cidades da Europa trazendo refugiados para Portugal. A linha de caminho de ferro da Beira-Alta foi, segundo Leite Pinto, a “Estrada do Céu” para milhares de entes que desolados tinham atravessado uma Espanha também ela desolada.

Moisés Bensabat Amzalak teve uma longa e frutuosa carreira académica. Ocupou várias posições académicas, das quais se destaca ser professor e director do antigo Instituto Superior de Comércio mais tarde Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, e actualmente o Instituto Superior de Economia e Gestão. Foi vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa (em 1931-34 e de 1944-1956 e Reitor de 1956 a 1962, tendo sido director do ISCEF de 1933-44).

Doctor honoris-causa em várias universidades, (Bordéus em 1935, Estrasburgo, Caen, Paris em 1950, Lyon, Toulouse, Argel, Poitiers, Aix-Marselha, foi igualmente conferencista em numerosas universidades como a de Jerusalém ou Oxford.

Sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa, presidente da classe de Letras e mais tarde, presidente da própria Academia.

Membro e inclusive presidente, de inúmeros júris de doutoramentos e para professor catedrático da Universidade Técnica de Lisboa, fazia igualmente parte dos júris de concursos no Ministério dos Negócios Estrangeiros, razão pela qual viria a conhecer e privar com várias gerações de diplomatas portugueses.

No período imediatamente após a Primeira Guerra Mundial, Moisés Amzalak, lidera uma tertúlia de economistas, do qual faz parte o então regente da cadeira de Finanças em Coimbra, Oliveira Salazar.

Encontra-se colaboração da sua autoria na revista Anais das bibliotecas, arquivo e museus municipais (1931-1936).

Moisés Amzalak foi administrador do jornal O Século, da Sacor e membro da Direcção da Associação Comercial de Lisboa. Foi procurador da Câmara Corporativa.

Moisés Bensabat Amzalak foi uma das figuras mais marcantes da Comunidade Israelita de Lisboa, sobretudo nos finais do século XIX e primeira metade do século XX. Filho de Leão Amzalak (que juntamente com Abraham Anahory foi um dos "responsáveis" pelo renascimento do judaismo em Portugal, foi parnás da Sinagoga e membro da Direcção da Comunidade desde a fundação em 1912, quando são eleitos os primeiros corpos gerentes, da qual fará parte até à sua morte em 1978, 66 anos depois.

Em 1928 coordena a publicação do primeiro e único número, da Revista de Estudos Hebraicos, publicada pelo Instituto de Estudos Hebraicos de Portugal, na qual participam algumas das figuras mais destacadas da cultura portugueses de então como José Leite de Vasconcelos, Joaquim de Carvalho, Augusto da Silva Carvalho, e Artur Carlos de Barros Basto.

Aliás, relativamente à actividade de Artur Carlos de Barros Basto, Moisés Amzalak foi, desde cedo, um dos apoiantes da reintegração dos marranos no Judaismo, tendo sido padrinho de casamento de Artur Carlos de Barros Basto com Léa Azancot, da CIL.

Algumas Obras Publicadas:

O acto de navegação - Lisboa, Typ. La Becarre, 1911.

Pedro de Santarém Santerna(sic): jurisconsulto português do século XVI - Lisboa 1914.

A fibra de lã - Lisboa, Typ. do Anuario Comercial, 1916.

A economia política em Portugal: o diplomata Duarte Ribeiro de Macedo e os seus discursos sobre economia política - Lisboa, Oficina Gráfica Museu Comercial, 1922.

O mutualismo e o cooperativismo na indústria da pesca do bacalhau - Lisboa, Tipografia da Empresa Diário de Notícias, 1923.

Armamentos marítimos - Lisboa, 1924.

A ética dos pais, de Pirké Ábót (tradução do hebraico) - Lisboa, Imprensa Nacional, 1927.

Abraham Pharar: judeu do desterro de Portugal - Lisboa, Gráfica Museu Comercial 1927.

Uma interpretação da Assinatura de Cristovam Colombo, Lisboa, s. n., 1927.

Portuguese Hebrew Grammars anda Grammarians, 1928.

A embaixada enviada pelo Rei D. João IV à Dinamarca e à Suécia: notas e documentos - Lisboa, Oficina Gráfica do Instituto Superior do Comércio de Lisboa, 1930.

As previsões económicas - Lisboa, Biblioteca de Altos Estudos 1938.

Economistas brasileiros: José da Silva Lisboa, Visconde de Caim (sic), 1756-1835, Coimbra, Coimbra Editora, 1942.

A contabilidade e a história económica - Porto, Tipografia Costa Carregal 1943.

O "Tratado de Seguros" de Pedro de Santarém - Lisboa, 1958.
Leonor Especial

 
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