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Mensagem Enviada: Seg Jan 21, 2008 12:36     Assunto : Livros Sobre o Regicídio Responder com Citação
 
Regicídio - A contagem decrescente



Autor: Jorge Morais
Editora: Zéfiro - www.zefiro.pt

Citação:
A Mais Secreta e Pérfida Conspiração da História Contemporânea de Portugal.

Os monárquicos dissidentes e a Carbonária envolvidos no conluio para derrubar a Coroa Portuguesa.

A crónica, a par e passo, de uma trama que vitimou o Rei e o Príncipe Real em 1908 e deu lugar, 33 meses depois, ao fim da Monarquia Constitucional e à instauração da República no nosso país.

Num texto de grande rigor historiográfico e inteiramente baseado em fontes certificadas, usando uma linguagem acessível e cativante, o autor retrata o caos de uma Nação no limiar do século do povo.


Indíce do Livro
RTP : "Jorge Morais conta "a par e passo" em novo livro o que antecedeu o regicídio de 1908"

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Editado pela última vez por Administrador em Seg Jan 21, 2008 12:48, num total de 1 vez

 
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Beladona
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Mensagem Enviada: Seg Jan 21, 2008 12:43     Assunto : Responder com Citação
 
A República Nunca Existiu



Hoje li no DN uma crónica sobre um livro que veio a público e que suponho ser interessante, que é uma antologia histórica inédita que explora o facto da tragédia do Rei D.Carlos não ter acontecido. Passo a transcrever a já citada crónica com o título do livro:

in:Dn de 18-01-08

Do jornalista: Eurico de Barros

Título do livro: A República Nunca Existiu!

Escrito por: Vários Autores ( José Manuel Lopes , João Seixas )

Da editora: Saída de Emergência - www.saidadeemergencia.com

E se D.Carlos não tivesse sido assassinado?

E se naquela fatídica manhã de 1 de Fevereiro de 1908, o regicídio tivesse falhado, e o rei D.Carlos e o Príncipe Herdeiro D.Luís Filipe não tivessem sido assassinados pelo Buíça e pelo Costa? Será que a monarquia se teria mantido em Portugal e a República nunca teria sido instaurada, a 5 de Outubro de 1910, ou mais tarde?

Esta é a hipótese de base para o livro "A República Existiu!", agora lançado com a chancela da Saída de Emergência. Trata-se de uma antologia de contos de 14 autores lusófonos, que exploram o cenário alternativo de um Portugal diferente daquele que conhecemos no século XX, no qual os ideais republicanos não chegaram a triunfar. Porque os dois membros da família real não foram mortos no Terreiro do Paço e o regime monárquico não caiu.

Entre os participantes nesta antologia, de conceito inédito em Portugal, contam-se João Aguiar, Miguel Real, Maria de Menezes, Octávio dos Santos, José Manuel Lopes ou ainda o brasileiro Gerson Lodi-Ribeiro, este o mais destacado autor de ficção científica alternativa no seu país, tendo algumas das suas obras já sido publicadas em Portugal (caso de O Vampiro de Nova Holanda ou Outras Histórias...).

A história alternativa, onde se especula sobre cenários históricos diversos, e paralelos, dos que aconteceram na realidade (os what if...?, "e se...?"), é um dos subgéneros mais populares da ficção científica, amplamente explorado pelos autores anglo-saxónicos. Duas das alternativas mais abundantemente tratadas são a vitória do Eixo na II Guerra Mundial (ver, entre muitos outros, o clássico The Man in the High Castle, de Philip K.Dick) ou do Sul na Guerra Civil americana (idem, Bring the Jubilee, de Ward Moore).

Na sua introdução a "A República Nunca Existiu!, Octávio dos Santos, o editor e também um dos 14 participantes (com o conto intitulado "A Marcha Sobre Lisboa),escreve que o livro "pretende assinalar principalmente o primeiro centenário do Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908 - e, por arrastamento, e antecipação, o primeiro centenário da instauração da República em 5 de Outubro de 1910".

A condição posta a todos os 14 autores da antologia foi a de que "respeitassem os dois seguintes princípios fundamentais: o Regicídio de 1 de Fevereiro, tal como o conhecemos, não aconteceu; e a República nunca foi instaurada em Portugal, nem em 5 de Outubro de 1910, nem depois". O resto foi deixado à imaginação de cada um.

Octávio dos Santos frisa ainda que, "dos 14 autores participantes" em A República Nunca Existiu!" (só) três são, precisamente, "monárquicos militantes", ele próprio incluído.
 
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Mensagem Enviada: Seg Jan 21, 2008 13:45     Assunto : Responder com Citação
 
O Regicídio



Autor: Maria Alice Samara , Rui Tavares
Editora: Tinta da China - www.tintadachina.pt
Ano: 2008

Citação:
O Regicídio é um álbum ilustrado, uma obra comemorativa da efeméride.

1 de Fevereiro de 1908 – 1 de Fevereiro de 2008
Centenário do assassínio do rei D. Carlos I e do príncipe D. Luís Filipe

Em «Memória do Atentado», Maria Alice Samara descreve o cenário, as personagens, os acontecimentos e as consequências do atentado, recorrendo ao testemunho dos principais escritores, políticos e jornais da época. Figuras como Aquilino Ribeiro ou Raul Brandão, jornais como O Mundo ou o Diário Ilustrado, vão fornecendo os elementos para percebermos as várias perspectivas, os diferentes pontos de vista partilhados pelas facções políticas em jogo, as teorias, as suspeitas, as tendências.

Em «O Atentado Iconográfico», Rui Tavares acompanha a cobertura jornalística do regicídio feita pela Ilustração Portuguesa. Trata-se de um guia das representações iconográficas do atentado que revela a forma como os acontecimentos foram recebidos e comunicados em Portugal e por todo o resto do mundo, e que nos dá a conhecer os modos de fazer reportagem jornalística no começo do século XX. O traço dominante: a sagacidade e subtileza de humor que não deixam de nos surpreender.


Livro na FNAC
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Mensagem Enviada: Seg Jan 21, 2008 13:54     Assunto : Responder com Citação
 
Mataram o Rei! - O Regicídio na Imprensa Internacional



Autor: Joaquim Vieira , Reto Monico
Editora: Pedra da Lua -
Ano: 2077
ISBN: 9789898142009

Citação:
Através da reprodução de dezenas de primeiras páginas, inúmeras caricaturas e acaloradas análises, Mataram o Rei! Preenche uma importante lacuna na vasta bibliografia sobre os eventos de 1 de Fevereiro de 1908, apresentando-os sob uma nova e mais ampla perspectiva, dando a conhecer aos leitores a forma como além fronteiras se olhou para o que então se passou em Lisboa.


Livro na FNAC
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Beladona
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Mensagem Enviada: Sáb Jan 26, 2008 15:00     Assunto : Responder com Citação
 
Retirado da revista IN' que vem com a revista NS' que acompanha o jornal de sábado dia 26-01-08, o Diário de Notícias (DN)

D.Carlos foi morto a tiro, em Lisboa, há 100 anos.

Foi editada uma pequena biblioteca para assinalar o regicídio.

O Dia que abalou a Monarquia

Em tempos.
No dia 1 de Fevereiro de 1908, um sábado ensolarado, o rei D.Carlos desembarca na estação fluvial da Praça do Comércio, acompanhado da rainha D.Amélia e do príncipe real D.Luís Filipe. Pouco passa das 17.h00.

Esperam-nos o infante D.Manuel, o infante D.Afonso, irmão do monarca, o primeiro-ministro João Franco, outros políticos e muitos fidalgos e áulicos.

Uma menina entrega um ramo de flores à rainha.

Forma-se o cortejo e a família real toma lugar num landau aberto, a caminho do paço das Necessidades. O landau adianta-se, não esperando pelos outros veículos, em direcção à Rua do Arsenal. Ouve-se um tiro. D. Manuel, futuro rei, escreverá depois que vira "um homem de barba preta, com um grande gabão" retirar uma espingarda de debaixo do capote, postar-se no meio da rua e fazer pontaria. Depois, rebenta uma "perfeita fuzilada". Surge então outro indivíduo que sobe ao estribo esquerdo e dispara pelo menos dois tiros de pistola sobre o rei. D.Amélia fustiga a cara do homem da pistola com o ramo de flores que recebera há instantes. Depois de a carruagem se ter refugiado no Arsenal, conclui-se que o rei e o príncipe real estão mortos. D.Carlos fora atingido por três balas, de pistola e de carabina; D.Luís Filipe, por duas; D.Manuel fora ferido no braço direito.

Dos quatro presumíveis atiradores, que as peritagens aos impactos das balas detectaram, dois são mortos na praça, Manuel Buíça e Alfredo Costa. Dois anos depois, a 5 de Outubro de 1910, a Monarquia exausta seria derrotada pela República triunfante. Talvez poucas pessoas tivessem consciência disso nesse sábado fatídico, mas a Monarquia começara a morrer no fim de tarde de 1 de Fevereiro de 1908.

Para contar a tragédia ocorrida há 100 anos, suas causas e consequências, vários livros têm sido publicados, aproveitando o centenário. Jorge Morais, autor de "Regicídio-A Contagem Decrescente", insiste na responsabilidade da Dissidência Progressista, liderada por José Maria Alpoim, na realização do atentado. Segundo ele, grande parte do dinheiro para comprar o armamento utilizado no regicídio, mas também na falhada revolução antimonárquica de 28 de Janeiro de 1908-seis carabinas Winchester e um lote de pistolas FN.Browning, tecnologicamente avançadíssimas - foi arranjado pelo lugar-tenente de Alpoim, o visconde da Ribeira Brava Francisco de Herédia, político rico da Madeira (antepassado directo de D.Isabel de Herédia, mulher do duque de Bragança, D.Duarte, pretendente ao trono). Monárquicos a armar regicidas? "Não havia razões ideológicas. Alpoim apenas queria mandar. Um caso patológico. "Morais identifica a brigada que realizou o atentado como A Coruja. Qual a razão de arregimentar militantes que não obedeciam à hierarquia da organização? "A Carbonária era um passador. Funcionava através de uma rede popular; era imprópria para um acto como matar o rei ou até João Franco". Isto é, não cumpria as regras do secretismo. "A Coruja era um comando de elite, funcionando em articulação com a Alta Venda (cúpula carbonária)".



A Perspectiva internacional, inédita na investigação portuguesa, é dada por "Mataram o Rei! O Regicídio na Imprensa Internacional", de Joaquim Vieira e Reto Monico.

Espanta a vastidão de artigos publicados nos dias seguintes, em todo o Mundo, do interior da América à Jugoslávia, do Brasil à Suíça. Embora os magnicídios fossem frequentes na época, o regicídio português impressionou o planeta, tanto como outrora o terramoto de 1755. Livro indispensável é "D.Carlos", do historiador Rui Ramos, biografia completíssima do monarca assassinado. "Crónica do Regicida Invisível" de Paulo Barriga, é, segundo o autor - o livro, ainda em tipografia, será publicado no dia 1 de Fevereiro -, uma biografia de Alfredo Costa, em jeito de reportagem.

No capítulo das reedições surgiram duas obras de José Rocha Martins (1879-1972, contemporâneo dos acontecimentos).

"O Regicídio" e "João Franco, O Último Cônsul de D.Carlos", que afinal eram originalmente uma só: "D.Carlos - História do seu Reinado".

Torcato Sepúlveda
www.regicidio.org
historiaaberta.com.sapo.pt/lib/doc012.htm

( alguns dos livros aqui mencionados, já foram falados e publicitados noutros posts deste mesmo tópico)

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Aquilino esquecido

Tanto Rui Ramos como Jorge Morais sublinham a importância de "Um Escritor Confessa-se", obra póstuma do romancista Aquilino Ribeiro, só publicada em 1974, mas baseada no seu testemunho surgido na "Seara Nova", entre 1921 e 1922. O jovem escritor pertenceu à Carbonária - rebentaram bombas no seu quarto e por isso foi preso - e conheceu bem Buíça e Costa, de quem traçou os perfis. Aquilino insiste na tese, duvidosa, de que a brigada queria matar o primeiro-ministro João Franco, que governava em "ditadura administrativa", e só por não o ter encontrado se virou contra a família real. Infelizmente, a Bertrand não reeditou o livro.

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