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Patena
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Mensagem Enviada: Qui Jul 31, 2008 23:25     Assunto : Duque d'Anjou Responder com Citação
 
Afinal quem é legitimo Duque de Anjou ?

Louis Alphonse ou Charles-Philippe d'Orléans ??
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PauloPatena
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Sex Ago 01, 2008 08:32     Assunto : Responder com Citação
 
Mudei o tópico para a secção de Genealogia pois a questão era estritamente ligada à mesma.

IzNo
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Churchill
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Mensagem Enviada: Sex Ago 01, 2008 15:48     Assunto : Responder com Citação
 
Depende de quem considerar como pretendente ao trono francês.

O ramo legitimista, ao contrário do nosso que se fundiu no constitucional, é representado pelo ramo espanhol dos Bourbon cujo representante actual, Luis Alfonso de Borbón se auto-intitula Duc d'Anjou.

Os herdeiros de Louis-Phillipe o equivalente ao nosso D. Pedro IV sobrevivem hoje na pessoa do príncipe Henri, Comte de Paris. Os seus filhos são:

Marie (n. 1959)
François (n. 1961), Comte de Clermont
Blanche (n.1962)
Jean (n.1965), Duc de Vendôme
Eudes (n.1968), Duc d'Angoulême

Os irmãos do conde de Paris são numerosos:

Isabelle, condessa de Schoenborn-Buchheim
Helène, condessa de Limburg
Anne, duquesa de Calábria
Diane, duquesa de Wurttemberg
Jacques, duque de Orleans, Claude, duquesa de Aosta
Chantal, baronesa de Sambucy de Sorgue
Thibaut
Michel, conde d'Evreux

o filho deste último com Gersende de Sabran é Charles Phillipe Marie Louis d'Orleans, duque de Anjou e casou-se recentemente com a duquesa do Cadaval.

Editado pela última vez por Churchill em Seg Ago 04, 2008 14:13, num total de 1 vez

 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Dom Ago 03, 2008 09:26     Assunto : Responder com Citação
 
Quem foi o último Rei de França? A sua linhagem ainda hoje subsiste? Se sim, creio que a questão não se põe.

IzNoGuud
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Churchill
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Mensagem Enviada: Seg Ago 04, 2008 14:11     Assunto : Responder com Citação
 
iznoguud escreveu:
Quem foi o último Rei de França? A sua linhagem ainda hoje subsiste? Se sim, creio que a questão não se põe.

IzNoGuud


A linhagem do último rei de França subsiste no conde de Paris. A questão é que o último rei de França não foi rei de acordo com as regras normais de primogenitura.

Recomendo leitura deste artigo. A questão repousa na validade do Tratado de Utrecht de 1712 para a validade da pretensão dos Bourbon espanhóis.
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Ter Ago 05, 2008 10:01     Assunto : Responder com Citação
 
Churchill escreveu:
A linhagem do último rei de França subsiste no conde de Paris. A questão é que o último rei de França não foi rei de acordo com as regras normais de primogenitura.

Recomendo leitura deste artigo. A questão repousa na validade do Tratado de Utrecht de 1712 para a validade da pretensão dos Bourbon espanhóis.


Acho as similaridades com o caso Português notáveis, com algumas agravantes... talvez Wink

Não vou comentar sobre as "faltas" cometidas pelos Orleanistas para chegarem ao Trono, creio que isso seja assunto interno dos Monárquicos Franceses e nós para além de estarmos fora da questão, apenas poderemos conjecturar.

O que é certo é que aquando da abdicação de Carlos X a favor do seu sobrinho o Duque de Bordeaux, então com 10 anos (e do qual Luís-Filipe deveria agir como Regente), este último não foi aceite pela Câmara dos Deputados (à qual assumirei o mesmo papel que o nosso Parlamento), tendo sido preferido Luís-Filipe entre outras razões por o Povo Francês melhor se identificar com o mesmo.

E assim no meio de diversas peripécias, o Trono de França chega aos Orleães. É de notar que o Título de Luís-Filipe de França, ao contrário dos anteriores, foi Rei dos Franceses e não de França como era a norma. Mas a história repete-se e este abdica em nome do seu neto Filipe, que não é aceite pela Assembleia Nacional, após uma grande pressão popular.

Saltando por cima da 2ª República e do 2º Império (com Napoleão III a ser o último Monarca de França, de facto). A Coroa é oferecida ao Conde de Chambord, conhecido como Henrique V pelos Legitimistas.

Este devido a não ter descendência teria, enquanto a situação se mantivesse, enquanto sucessor o neto de Luís-Filipe, o Conde de Paris.

Infelizmente, o Conde de Chambord recusou-se a aceitar a Coroa de França enquanto a Tricolor não fosse substituída pela Flor-de-Lís (a bandeira do antigo regime).

E assim a oportunidade de a França voltar a ser uma Monarquia passou, pois quando o Conde de Chambord faleceu (sem descendência) já a 3ª República estava bem implantada.

Note-se, se não estou em erro, que a maioria dos Monárquicos Franceses aceita o Conde de Paris enquanto Pretendente Presuntivo, sendo que apenas uma minoria aceita o Duque de Anjou enquanto tal.

Agora, voltamos à questão de que até que ponto é que a Lei Nacional se sobrepõe à Genealogia.

A Linha Bourbon (subsistente) abdica do Trono de França a favor do Trono de Espanha. Estes cessam em França, pois não têm descendência. O Trono passa para os Orleães e daí para a República, se tivermos em conta a intenção demonstrada pelo Parlamento Francês aquando da 3ª República com a questão do Conde de Chambord.

Agora uma nova linha Bourbon regressa a França após abdicar dos seus "direitos" à Coroa de Espanha. Note-se que falamos de um Bourbon que estará teoricamente arredado da ascensão à Coroa Espanhola por esta se encontrar repleta de "rebentos".

Ou seja e como é fácil rejeitar "juramentos" feitos por outrem. Estes apresentam-se enquanto descendentes dos Bourbons de França e reclamam o direito de primazia à Coroa de França.

Tê-la-ão?

Eu, a título pessoal, creio que não! A Lei é a Lei e deve ser cumprida, sendo que estes se afastaram da Linhagem Real Francesa (até por opção própria) e assim foram considerados até agora (não conheço nenhum caso de se ter considerado um Bourbon Espanhol para assumir a sucessão do Conde de Chambord em vez dos Condes de Paris até à actualidade).

O não cumprimento das Leis existentes, a bem ou a mal grado da Genealogia, permitiriam que um Orleans e Bragança da Casa Imperial que renunciasse à mesma e se mudasse para Portugal (com a devida naturalização) pudesse apresentar-se enquanto Pretendente ao Trono Português por uma questão de Genealogia, sendo que esta até poderia ser mais directa que a de D. Duarte Pio, pois seria descendente de D. Pedro IV (pela linha varonil) enquanto D. Duarte Pio é descendente de D. Miguel (irmão de D. Pedro IV)

Sendo que como D. Duarte Pio igualmente se encontra ligado à linha de D. Pedro IV pela Sra. sua Mãe, somente se o Sr. Orleans e Bragança que se apresentasse pertencesse a um ramo colateral "inferior" que o da Sra. D. Maria Francisca de Orleans e Bragança.

Não venho aqui invocar a questão da Lei do Banimento, visto que essa Lei já foi explicitamente revogada pelo Governo Português (Republicano) permitindo assim a que a Linhagem de D. Miguel de uma forma Legal se possa apresentar perante os Portugueses na eventualidade de a República optar por dar a escolher aos Portugueses a opção de uma Monarquia ou República para Portugal.

Mas a mesma leva-nos a que, por muito que se diga, a Sucessão encontra-se subjacente aos preceitos legais da Nação envolvida. Sendo os preceitos legais Portugueses relativos a esta questão, sobejamente conhecidos.

IzNoGuud
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Churchill
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Mensagem Enviada: Qua Ago 06, 2008 18:07     Assunto : Responder com Citação
 
A resposta a esta questão toca no significado que a hereditariedade e a primogenitura têm.

Se o princípio hereditário for absoluto então o direito de sucessão é inalienável e pertence à esfera do direito divino, não às leis terrenas.

Já os liberais pensam de maneira diferente. O princípio hereditário é uma referência mas pode ser suplantado pela vontade popular expressa em parlamento ou assembleia legislativa.
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Qua Ago 06, 2008 23:02     Assunto : Responder com Citação
 
Churchill escreveu:
A resposta a esta questão toca no significado que a hereditariedade e a primogenitura têm.

Se o princípio hereditário for absoluto então o direito de sucessão é inalienável e pertence à esfera do direito divino, não às leis terrenas.

Já os liberais pensam de maneira diferente. O princípio hereditário é uma referência mas pode ser suplantado pela vontade popular expressa em parlamento ou assembleia legislativa.


Precisamente.

E a questão que se põe é se em Portugal, o direito de sucessão é inalienável e pertence à esfera do direito divino ou se a mesma se prende à visão liberal, que o meu caro amigo tão bem definiu aqui.

Eu creio na última, a qual até 5 de Outubro de 1910 foi a seguida em Portugal e por El Rei D. Manuel II até ao seu falecimento.

IzNoGuud
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