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Patena
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Mensagem Enviada: Qua Dez 03, 2008 00:24     Assunto : Comunicado da Casa Real de Bragança-Wettin - 1º de Dezembro Responder com Citação
 



Comunicado da Casa Real de Bragança-Wettin

– 1 de Dezembro de 2008 –


Portugueses e Portuguesas!

Nesta hora difícil que o mundo atravessa impõe-se um momento de reflexão e serenidade, o qual nos permita encarar e enfrentar os difíceis tempos que se avizinham com tranquilidade e sabedoria.

Tranquilidade, porque de nada nos serve entrar em pânico (nesta tão louca correria onde depressa seríamos esmagados pelos inúmeros acontecimentos que nos ultrapassam).

Sabedoria, porque este é um tempo de dificuldades: agora é preciso aplicar todo o conhecimento na resolução e prevenção das situações que começam a ser evidentes aos olhos de todos, como aliás já havíamos anunciado e previsto em tempo passado.

Portugal é um País pequeno, mas grande nos homens e nos feitos, o qual teve no seu passado um fio de pensamento, e importante condutor da acção, através das dinastias.

A famosa derrota em Alcácer Quibir veio alterar profundamente este plano condutor dos destinos da Pátria, porque, naqueles areais, perderam-se muitos dos ilustres varões que constituíam a força anímica da nossa Nação.

Sabemos, pelos exemplos da História, que os povos tendem sempre a cumprir determinados planos e destinos civilizacionais. Porém, falta ainda cumprir-se Portugal!

Neste tempo que vivemos e em que ninguém sabe o que está mal ou o que está bem, em que tudo é incerto e derradeiro, é preciso voltar a sonhar com o Império, não um império material, mas um Império Moral e da Língua onde, através de novos exemplos e de uma nova forma de entender, no nosso pequeno mundo, possam os portugueses irradiar a sua bondade e os princípios de uma nova politica civilizacional para o Mundo em geral.

Cumprir Portugal significa materializar o sonho dos poetas e dos escritores como o foram Fernando Pessoa ou Agostinho da Silva.

Significa concretizar um País onde a criatividade das suas gentes seja libertada e incentivada, pois é esta criatividade sonhadora que nos dará mais objectivos a cumprir e novos rumos a seguir.

É, pois, com estas gentes – a verdadeira nobreza de Portugal – que, estou certo, se irão descobrir soluções para os diferentes domínios, desde a energia, à agricultura, passando pelo ambiente, pois a riqueza contida na capacidade inventiva dos portugueses vale muito mais do que todos os bens do Mundo, porque juntos vamos inventar e descobrir soluções que a Humanidade tanto necessita para a sua própria sobrevivência.

Não podemos portanto compactuar com insinuações anti-democráticas ou de ataque à democracia como alguns preconizam e tentam provocatoriamente pôr em prática, não para benefício da nação, mas do seu próprio ego.

Nunca escondemos que defendemos os princípios da democracia directa ou ciclos uninominais pois reconhecemos as imperfeições de um sistema partidário que se afasta cada vez mais dos cidadãos e funciona apenas numa lógica de auto-sobrevivência. Porém, jamais tomaremos posições afrontosas às instituições democraticamente eleitas.

Juntos cumpriremos Portugal.

Viva Portugal!

S.A.R. Dom Rosário, o Príncipe Real de Portugal e Duque de Bragança.
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PauloPatena
 
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Gonçalo de Albuquerque
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Mensagem Enviada: Qua Dez 03, 2008 01:22     Assunto : Responder com Citação
 
Fernando Pessoa

II - Segunda Parte: Mar Portugues


SEGUNDA PARTE / MAR PORTUGUES
Possessio maris.


I. O INFANTE

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te portuguez..
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!


II. HORIZONTE

O mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
'Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da longínqua costa —
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstrata linha

O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte —
Os beijos merecidos da Verdade.


III. PADRÃO

O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.

E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.

E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.


IV. O MOSTRENGO

mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tetos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»

«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»


V. EPITÁFIO DE BARTOLOMEU DIAS

Jaz aqui, na pequena praia extrema,
O Capitão do Fim. Dobrado o Assombro,
O mar é o mesmo: já ninguém o tema!
Atlas, mostra alto o mundo no seu ombro.


Vl. OS COLOMBOS

Outros haverão de ter
O que houvermos de perder.
Outros poderão achar
O que, no nosso encontrar,
Foi achado, ou não achado,
Segundo o destino dado.

Mas o que a eles não toca
É a Magia que evoca
O Longe e faz dele história.
E por isso a sua glória
É justa auréola dada
Por uma luz emprestada.


VII. OCIDENTE

Com duas mãos — o Ato e o Destino —
DesvendAmos. No mesmo gesto, ao céu
Uma ergue o fecho trêmulo e divino
E a outra afasta o véu.

Fosse a hora que haver ou a que havia
A mão que ao Ocidente o véu rasgou,
Foi a alma a Ciência e corpo a Ousadia
Da mão que desvendou.

Fosse Acaso, ou Vontade, ou Temporal
A mão que ergueu o facho que luziu,
Foi Deus a alma e o corpo Portugal
Da mão que o conduziu.


VIII. FERNÃO DE MAGALHÃES

No vale clareia uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras desformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.

De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra,
Que dançam na morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto
— Cingiu-o, dos homens, o primeiro —,
Na praia ao longe por fim sepulto.

Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.

Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.


IX. ASCENSÃO DE VASCO DA GAMA

Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra
Suspendem de repente o ódio da sua guerra
E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus
Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus,
Primeiro um movimento e depois um assombro.
Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro,
E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões.

Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta
Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovôes,
O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.


X. MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


XI. A ÚLTIMA NAU

Levando a bordo El-Rei D. Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto o pendão
Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol azíago
Erma, e entre choros de ânsia e de presago
Mistério.

Não voltou mais. A que ilha indescoberta
Aportou? Voltará da sorte incerta
Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro
E breve.

Ah, quanto mais ao povo a alma falta,
Mais a minha alma atlântica se exalta
E entorna,
E em mim, num mar que não tem tempo ou 'spaço,
Vejo entre a cerração teu vulto baço
Que torna.

Não sei a hora, mas sei que há a hora,
Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora
Mistério.
Surges ao sol em mim, e a névoa finda:
A mesma, e trazes o pendão ainda
Do Império.


XII. PRECE

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância —
Do mar ou outra, mas que seja nossa!

Smile 24
 
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Condestável
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Mensagem Enviada: Qua Dez 03, 2008 11:55     Assunto : Responder com Citação
 
Um bom texto, mesmo não sendo eu um apoiante deste senhor.
 
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longair
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Mensagem Enviada: Qua Dez 03, 2008 20:21     Assunto : Responder com Citação
 
Mas se não temos Rei nem somos Reino donde raio vem tanta fantasia? Mr. Green
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C. Longair
 
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Simao
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Mensagem Enviada: Qui Dez 04, 2008 08:08     Assunto : Responder com Citação
 
Não me digam que foi este comunicado que o mau tempo o não deixou escrever?

Dizem também as más linguas que efectivamente os tempos vão maus para este italiano, uma vez que parece que com esta crise bancária a policia italiana descobriu muita coisa feia na banco deste sujeito, pelo que dizem que já tem quarto reservado no mesmo hotel onde há tempos este Sr passou uns mesitos.
 
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longair
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Mensagem Enviada: Qui Dez 04, 2008 17:53     Assunto : Responder com Citação
 
hahahah afinal existe o pai natal Smile ou será que o pai natal existe Wink Mr. Green
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C. Longair
 
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Patena
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Mensagem Enviada: Qui Dez 04, 2008 20:02     Assunto : Responder com Citação
 
Simao escreveu:
Não me digam que foi este comunicado que o mau tempo o não deixou escrever?

Dizem também as más linguas que efectivamente os tempos vão maus para este italiano, uma vez que parece que com esta crise bancária a policia italiana descobriu muita coisa feia na banco deste sujeito, pelo que dizem que já tem quarto reservado no mesmo hotel onde há tempos este Sr passou uns mesitos.


Sr. Simão compreendemos o vosso desespero. O Sr. Pio fala muito mas ninguem lhe passa cartão. Basta ver o comunicado do ano passado de SAR. D. Rosário que teve 10x mais visitas e este agora com dois dias de atrazo já vai em 4x mais. Bem me parece que o Sr. Pio anda por aí em demasia e que no dia em que o D. Rosário cá entrar o Pio deixa de Piar!
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PauloPatena
 
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Simao
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Mensagem Enviada: Qui Dez 04, 2008 21:07     Assunto : Responder com Citação
 
Acha que ele vai escapar a uma estadia prolongada num certo hotel do qual ele até já foi cliente?
 
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Patena
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Mensagem Enviada: Qui Dez 04, 2008 21:29     Assunto : Responder com Citação
 
Quem vai agora são os que o incriminaram, quem ri por ultimo ri melhor.
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PauloPatena
 
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