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Patena
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Mensagem Enviada: Qui Jan 08, 2009 23:57     Assunto : A Casa Real de Bragança-Wettin e a Rainha D. Maria III Responder com Citação
 
Durante as últimas semanas inúmeros partidários do senhor Duarte Pio de Bragança, numa última tentativa infundada de conseguirem validar as aspirações ao trono por parte do pretendente Miguelista, têm vindo a pôr em causa a existência da última casa reinante em Portugal: a Casa Real de Bragança-Wettin (por vezes, também chamada de Casa de Bragança e Saxe-Coburgo-Gotha). Porém, o que eles se têm esquecido sempre é de que essas mesmas suas mal sucedidas tentativas não só constituem uma grave afronta à História de Portugal, como representam, ainda, autênticas provas de um profundo desconhecimento sobre a matéria dinástica em discussão.

Para que se possam desfazer essas mesmas dúvidas, venho, hoje, apresentar algumas informações úteis que talvez (espero) ajudem a compreender melhor os factos históricos da Casa Real de Portugal, e ainda para que todos possam perceber quais os verdadeiros motivos do meu apoio a S.A.R. Dom Rosario Poidimani de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança.

Assim sendo, começo por recomendar a leitura de alguns livros nos quais a existência desta Casa Real ficou bem comprovada: por exemplo, o famoso "Almanach de Gotha", de 1938, da autoria de Justus Perthes, ou o recente "Lines of Succession", de 2002, da autoria de Michael Maclagan, entre muitos outros. Depressa ficará desfeita a toda e eventual dúvida de que a Casa Real de Bragança foi extinta dando lugar a uma nova Casa Real com outro nome (ainda que existissem nesta alguns membros oriundos da casa reinante anterior).

Seguidamente, recordo que, além do senhor Duarte Pio de Bragança não representar a Casa Real de Bragança-Wettin, o mesmo senhor também não se pode – nem deve – arrogar como sendo um membro da Família da referida Casa Real. Veja-se:

1) Pela aplicação da Lei Portuguesa, o senhor Duarte Pio de Bragança, enquanto primo em 6º grau do Rei D. Manuel II, já não se pode considerar como sendo membro da referida família. A legislação portuguesa define que o parentesco se perde ao nível do 4º grau;

2) Tendo sobrevivido uma herdeira da última Família Real – a Infanta D. Maria Pia de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança –, sendo ela a única pessoa da realeza com nacionalidade portuguesa originária, e tendo a referida senhora manifestado sempre uma clara intenção de prosseguir com a representação da Casa Real de Bragança-Wettin, o senhor Duarte Pio de Bragança não se pode – nem deve – querer colocar num lugar ocupado por membros mais directos da família.

Por fim, e para esclarecer os mais distraídos – que tanto invocam as Cortes de Lamego para falar das questões da nacionalidade dos pretendentes –, tenho a recordar o que definiram as mesmas Cortes (de Lamego):

"Se el Rey falecer sem filhos, em caso que tenha irmão, possuirá o Reyno em sua vida"

O que quer dizer que o Rei D. Manuel II, falecido em 1932, tendo a Infanta D. Maria Pia de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança por irmã, automaticamente passou a esta o seu Reino e, como tal, a petição de João António da Costa do Cabedo, além de fazer bastante sentido, requereu à senhora Infanta que esta tomasse posição como sendo aquilo que já era nos corações de muitos portugueses: a Rainha Dona Maria III de Portugal.

Não obstante, encontram-se on-line muitas árvores genealógicas da Casa Real de Bragança-Wettin nas quais, ainda que a D. Maria Pia tenha abdicado em 1987 a favor de Dom Rosario, o "possuirá o Reyno em sua vida" se encontra bem expresso. Todas essas árvores genealógicas apontam a Infanta D. Maria Pia de Bragança como Rainha D. Maria III desde a morte do seu irmão, o Rei D. Manuel II, e até ao fim da sua própria vida.



De facto, goste-se ou não: a Infanta D. Maria Pia Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança possuiu o reino em sua vida, foi a única herdeira da Casa Real de Bragança-Wettin, foi a única detentora de títulos da realeza passíveis de serem reconhecidos pela República Portuguesa, foi uma grande lutadora, foi uma conquistadora… e foi uma grande mulher!

À sua memória dedico este texto.
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PauloPatena

Editado pela última vez por Patena em Sex Jan 09, 2009 21:37, num total de 1 vez

 
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Gonçalo de Albuquerque
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Local: Vale de Milhaços
Mensagem Enviada: Sex Jan 09, 2009 01:17     Assunto : Responder com Citação
 
Caro Patena,

Só há um pequeno senão à pretenção de D. Rosário.

Ele é Estrangeiro! Nunca um estrangeiro poderá suceder à coroa Portuguesa.

Se D. Maria Pia tivesse escolhido um Português, então a "história" seria outra. Tendo escolhido um Italiano (por mais respeito que possa ter por D. Rosário e pelos seus apoiantes), vejo-me obrigado como PORTUGUÊS que sou, a dizer Não!

Como tal, considero que D. Pedro é o legitimo pretendente.

D. Duarte, também não tem direito, pois esta república é ilegal (nunca se perguntou ao povo se queria república ou a continuação da monárquia constitucional). Além do mais, a república não se pode sobrepor à vontade dos reis, pelo que tendo a linha Miguelista sido afastada, só um rei pode perdoar (Não temos rei, não temos perdão).

Sempre com os melhores cumprimentos,
 
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lucia
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Mensagem Enviada: Sex Jan 09, 2009 11:50     Assunto : Responder com Citação
 
Então rei não é aquele que é aclamado ? Maria Pia foi aclamada ? ... é estrangeira e mesmo não fosse era "dita" bastarda. Cool
 
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Pedro Reis
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Local: Santa Cruz
Mensagem Enviada: Sex Jan 09, 2009 17:01     Assunto : Responder com Citação
 
Que árvore genealógica tão bonita!!

É pena estar tão falseada...

Basicamente o que aí se diz é que a Hilda era filha d'el Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia...

Que palhaçada tão sem gosto...
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Sex Jan 09, 2009 17:22     Assunto : Responder com Citação
 
Pedro Reis escreveu:
Que árvore genealógica tão bonita!!

É pena estar tão falseada...

Basicamente o que aí se diz é que a Hilda era filha d'el Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia...

Que palhaçada tão sem gosto...


Lol... Para não dizer da incorrecção que há ao afirmar que houve Reis após o falecimento de D. Manuel II!

Após D. Manuel II, último Rei de Portugal, apenas houve Pretendentes!

IzNoGuud
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Patena
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Mensagem Enviada: Sex Jan 09, 2009 21:46     Assunto : Responder com Citação
 
Palhaçada é dizer-se que a única pretendente com nacionalidade portuguesa originária era estrangeira! Mas o que se há-de fazer? Passam os anos e ainda há muitas pessoas iludidas com algumas falsas verdades sobre a Casa Real de Portugal e sobre os seus descendentes. Se as pessoas conhecessem melhor a Infanta D. Maria Pia de Bragança, concerteza que não falavam dela como falam. Ela era uma mulher apaixonante, era uma senhora com verdadeiro perfil de Rainha!
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PauloPatena
 
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Pedro Reis
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Local: Santa Cruz
Mensagem Enviada: Sáb Jan 10, 2009 00:03     Assunto : Responder com Citação
 
Nada do que diz é relevante para a profunda aberração que é essa árvore genealógica.

De quem ela era filha não sei nem me interessa, mas garantidamente da Rainha D. Amélia não era de certeza...a não ser claro que haja um outro qualquer suposto documento averbada pela Rota Roma a desmentir o que nunca afirmou no primeiro, mas que aparentemente constava da certidão de nascimento forjada que lá foi submetida...

E sim, a tomar em conta os amantes, maridos e affairs devia ser mesmo uma mulher apaixonante...uma digna senhora e uma verdadeira Rainha...oh...oh...
 
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iznoguud
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Mensagem Enviada: Sáb Jan 10, 2009 00:23     Assunto : Responder com Citação
 
Pedro Reis escreveu:
Nada do que diz é relevante para a profunda aberração que é essa árvore genealógica.

De quem ela era filha não sei nem me interessa, mas garantidamente da Rainha D. Amélia não era de certeza...a não ser claro que haja um outro qualquer suposto documento averbada pela Rota Roma a desmentir o que nunca afirmou no primeiro, mas que aparentemente constava da certidão de nascimento forjada que lá foi submetida...

E sim, a tomar em conta os amantes, maridos e affairs devia ser mesmo uma mulher apaixonante...uma digna senhora e uma verdadeira Rainha...oh...oh...


Totalmente de acordo meu caro,

IzNoGuud
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Patena
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Mensagem Enviada: Sáb Jan 10, 2009 00:35     Assunto : Responder com Citação
 
Vocês, Duartistas, continuam a defender a Inexistência da Casa da Saxe-Coburgo-Bragança ou tambem denominada Bragança-Wettin, atiram pedras ao vosso próprio discurso, e aos vossos apoiantes.
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PauloPatena
 
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Patena
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Mensagem Enviada: Sáb Jan 10, 2009 19:22     Assunto : Responder com Citação
 
Eu pergunto como é que vocês se sentem tão incomodados com uma arvore genealógica verdadeira, sim verdadeira, porque D. Maria Pia era filha de D. Carlos.
Vocês nunca piaram sobre um excerto manhoso que foi feito na cronologia dos Duques de Brangança, onde até aparecem aberrações caídas do ceu, a começar pelo avô do Senhor de Santar que já se auto-intitulava Duque de Brangança, isto apesar de estar banido, destituido de titularidade como o próprio reconheceu no susposto Pacto de Dover, onde este próprio lança na imprensa a pedir a devolução dos títulos e da nacionalidade.
O título de Duque de Bragança era para o herdeiro de D. Manuel II.
Tendo o Sr. Miguel II morrido 5 anos antes de D. Manuel II não se percebe este enxerto manhoso no Ducado de Bragança, nem os outros dois que se seguiram e que se dizem herdeitos do primeiro, que possuía coisa nenhuma.
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PauloPatena

Editado pela última vez por Patena em Sáb Jan 10, 2009 22:23, num total de 1 vez

 
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