Guerra na Georgia

Discussão geral sobre actualidades relacionadas com a monarquia.

Moderador: Beladona

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vm
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Guerra na Georgia

Mensagem por vm »

Abri este tópico patra podermos ir discutindo os acontecimentos também relevantes aos europeus.

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Beladona
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Mensagem por Beladona »

in: JN de 10-08-2008


"Georgia em risco de acabar enquanto Estado"

AFP

Georgianos fogem da Ossétia do Sul, rumo a Gori, que está debaixo de fogo russo


O presidente da Geórgia, Mikheïl Saakachvili, considera que existe a possibilidade real do fim do Estado em razão do conflito com a Rússia. O conflito por causa da Ossétia do Sul ameaça, também, as relações entre norte-americanos e russos, embora Moscovo se apresse a dizer que não quer malbaratar o bom relacionamento com Washington.

“A existência do Estado da Geórgia está ameaçada”, disse Mikheïl Saakachvili, numa comunicação ao país feita pela televisão . “Todos estes bombardeamentos têm por objectivo instalar o pânico”, acrescentou.

“A Georgia qer a paz, nada mais”, disse Saakachvili. Fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros georgianos são citadas nas agências internacionais como disponíveis para negociar com a Rússia um fim do conflito.

Mas, Moscovo, dizem igualmente as agências internacionais, não está disposta a sentar-se à mesa com Tiblissi, acusando os georgianos de faltar à verdade quando dizem que já retiraram todas as tropas do território independentista pró-russo da Ossétia do Sul.

O aviso dos Estados Unidos

Os apelos para o fim dos combates na Geórgia e as chamadas de atenção dirigidas à Rússia multiplicam-se, com a Casa Branca a avisar Moscovo de que o prosseguimento de "uma escalada desproporcionada e perigosa" terá consequências.

"Vincámos claramente aos russos que, se continuarem com esta escalada desproporcionada e perigosa, isso terá um impacto importante nas relações russo-americanas a longo prazo", disse o Conselheiro Nacional Adjunto para a Segurança, James F. Jeffrey, que acompanha o presidente George W. Bush em Pequim.

Bush falou por telefone com o homólogo francês Nicolas Sarkozy, que dirige actualmente também a União Europeia. Segundo a Casa Branca, os dois presidentes "estão de acordo, de uma forma geral", sobre este assunto "e mais precisamente sobre os três pontos seguintes: a necessidade de um cessar-fogo, a necessidade do fim das actividades militares e a necessidade de respeitar a integridade territorial georgiana".

Severa chamada de atenção da União Europeia

A severa chamada de atenção de Washington seguiu de perto uma outra da União Europeia, que preveniu Moscovo sábado à noite de que um prosseguimento das suas operações militares no território georgiano "afectaria" a respectiva relação .

A UE proclamou "com força o seu apoio à soberania e à integridade territorial da Georgia", enquanto o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, estimava que a soberania georgiana sobre a Ossetia do Sul tinha recebido "um golpe mortal".

O chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, apelou hoje ao "fim da matança" na Geórgia, por ocasião de uma reunião de crise, antes de partir para Tbilissi e Moscovo em missão de mediação .

"Vamos tentar parar esta matança, propondo o fim dos combates, a retirada das tropas de um lado e doutro até às linhas que foram estabelecidas pela comunidade internacional", declarou Kouchner à cadeia de televisão francesa TF1.

Apelos do Papa a António Guterres

A Polónia estimou que a UE deveria encarregar-se de uma missão de estabilização no Cáucaso do Sul e afirmou-se pronta para participar activamente numa missão como esta, segundo o chefe da diplomacia de Varsóvia, Radoslaw Sikorski.

Em Berlim, a chanceler Angela Merkel apelou a um "cessar-fogo imediatamente e incondicional" no Cáucaso, durante uma conversa telefónica com o presidente francês Nicolas Sarkozy, e insistiu igualmente na preservação da integridade territorial da Geórgia.

Também o secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, lamentou "o uso desproporcionado da força na Geórgia", reiterando um apelo "imediato" ao cessar-fogo.

O papa Bento XVI também desejou "o fim imediato das operações militares" e convidou a comunidade internacional e os "países mais influentes" a fazer "todos os esforços" para chegar a "uma solução pacífica e durável".

O Alto-comissário para os Refugiados, António Guterres, apelou hoje às partes em conflito para permitirem às agências de ajuda humanitária o acesso aos refugiados civis.

Numerosos países como o Reino Unido, Alemanha, Itália e Polónia alertaram os seus nacionais para a situação na Ossétia do Sul e apelaram a quem se encontra no território para o abandonar.

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iznoguud
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Mensagem por iznoguud »

De novo caímos num Kosovo, onde se questiona a integridade nacional com o desejo das suas populações (maioritariamente de etnia diferente da Nacional).

A questão de relevo deve ser vista enquanto estudo sociológico da evolução do nível populacional da(s) zona(s) em questão , aliado a um estudo histórico das mesmas.

Que vai encontrar que, historicamente estas áreas eram parte da Geórgia, enquanto estado, e que as populações das mesmas (Ossétia do Sul) foram passando para outra etnicidade ou que devido a um percurso histórico alterado por influência estrangeira, deixaram de se rever na mesma nacionalidade que os Georgianos (Abkhazia), um estilo de Galaico-Portugueses, que no fundo poderão ser considerados um mesmo "povo" mas que por N razões se separaram em duas comunidades diferentes.

Merecem estes Povos a independência?

IzNoGuud

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iznoguud
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Mensagem por iznoguud »

Inicia-se a ver a dualidade de critérios quanto à forma como estas "nações" são promovidas, conforme foi dito por Miguel Sousa Tavares no Noticiário da TVI de hoje.

O Kosovo, por se ter aliado ao Ocidente é considerado enquanto "apto" para ser uma Nação Independente, enquanto que a Ossétia do Sul ou a Abkhazia por se aliarem à Rússia já não o são .

Eu a título individual tenho uma opinião reservada sobre todos estes casos, aparentemente tal como Portugal que foi das poucas Nações que ainda não reconheceu o Kosovo enquanto tal.

A ver vamos no que dá este braço de ferro entre os EUA e a Rússia.

Como nota de rodapé, a Turquia (antiga potência colonial da Georgia, da mesma forma como a Rússia o foi), declara-se disponível para que a Georgia faça parte de uma Aliança Militar Regional a ser constituída.

Salvaguardando assim o seu papel na área, demonstrando a necessidade da UE em ter um Aliado activo e presente na mesma área, oferecendo-se para dar a cara enquanto a UE se decide relativamente até onde está disposta a intervir.

Agora a questão final que eu poria seria a seguinte... está a Turquia a fazer isto tudo, para além de se procurar beneficiar, para agradar à UE ou aos EUA?

Nota: Pode-se apostar em ambos, mas no fundo o interesse será o de agradar a um destes 2.

IzNo

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